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A CIVILIZAÇÃO CHINESA
IntroduÇÃo
No vale de um
grande rio, o Hiangô, ou Rio Amarelo, desde o terceiro milênio
a.C. se desenvolveu uma civilização agrícola
neolítica. Assim começou a civilização
chinesa, que, em função das características
geográficas da região, foi desde o início muito
mais dedicada a agricultura do que a à criação
de rebanhos. A escrita chinesa foi inventada no século XIV
a.C., sendo todos os fatos registrados pelos escribas reais.São
dessa época os vasos de bronze, que revelam a técnica
avançada dos artesãos chineses.
A China é
um dos países de mais antiga civilização e
sua história possui fontes escritas de quase 4 mil anos.
O yuanmounensis, fóssil de macaco descoberto em Yuanmou,
Província de Yunnan, de 1.700.000 anos, é o homínido
primitivo mais antigo encontrado na China. O homem de Pequim (Homo
Pekinensis), que vivia na região de Zhoukoudian, em Beijing,
há 400 e 500 mil anos, era capaz de caminhar ereto, fabricar
e usar instrumentos simples, sabia empregar o fogo e possuía
as características básicas do homem. Durante o longo
período da sociedade primitiva, até o século
XXI a.C., apareceu a primeira dinastia da história da China,
a Xia, com a qual começou o período da sociedade escravista.
Transcorreram as
dinastias Shang (séc. XVI-XI a.C. aproximadamente) e Zhou
do Oeste (séc. XI-770 a.C. aproximadamente) quando se desenvolveu
a escravidão. Depois vieram o Período de Primavera
e Outono e o Período dos Reinos Combatentes (770-221a.C.).
Estes dois períodos são considerados como etapas de
transição da sociedade escravista para a feudal.
A China é
um dos países de mais antigo desenvolvimento econômico.
Desde há 5 ou 6 mil anos, os habitantes da bacia do Rio Huanghe
(Rio Amarelo) tinham a agricultura como ocupação principal
e criavam gado. Durante a dinastia Shang, há mais de 3 mil
anos, se conhecia a técnica de fundir o bronze, usavam instrumentos
de ferro e produziam utensílios de cerâmica branca
e esmaltada. A produção e tecelagem de seda também
estavam bastante desenvolvidas e se inventou a mais antiga técnica
de tecer seda com motivos em alto-relevo. No período de Primavera
e Outono (770-446 a.C.), surgiu a técnica de produção
de aço. Durante o período dos Reinos Combatentes (475-221
a.C.), Li Bing e seu filho dirigiram a construção
da obra hidráulica de Dujiangyan, nos arredores da atual
cidade de Chengdu, Província de Sichuan, ordenando racionalmente
as atividades de irrigação, desvio de inundações
e remoção de areia. Esta obra pode ser considerada
como um grande êxito da ciência e da tecnologia hidráulica
da antigüidade e atualmente continua desenvolvendo atividade
importante.
Durante o período
de Primavera e Outono e o dos Reinos Combatentes, houve grande prosperidade
acadêmica sem precedentes no setor ideológico. As personalidades
mais representativas manifestavam livremente suas doutrinas e publicavam
obras de discussão política e análise da sociedade.
Deste modo, surgiu a situação na qual "concorriam
cem escolas de pensamento". Lao Zi, Confúcio, Mo Zi
e Sun Wu foram representantes desse período.
No ano 221 a.C.,
Qin Shi Huang pôs fim às lutas dos dignitários
que governavam no período anterior dos Reinos Combatentes
e fundou a dinastia Qin. Foi este o primeiro Estado feudal pluriétnico
unificado e com poder centralizado. Qin Shi Huang unificou as letras,
a unidade de medida e a moeda, estabeleceu o sistema de prefeituras
e distritos, construiu a famosa Grande Muralha e também o
palácio imperial, a tumba e a residência temporária
para si próprio, em Xianyang e Lishan. As construções
sobre o solo foram depois destruídas pela guerra, porém
os objetos do subsolo ficaram guardados para o futuro. Os "guerreiros
e cavalos de terracota", importante descoberta arqueológica
do túmulo do imperador Qin Shi Huang, são conhecidos
como a "oitava maravilha do mundo"; o conjunto grandioso
e imponente muito impressiona os turistas. No final da dinastia
Qin, Liu Bang, de origem humilde e Xiang Yu, general aristocrático,
acabaram juntos o domínio de Qin e depois de alguns anos
Liu Bang venceu a Xiang e criou a forte dinastia Han, no ano 206
a.C..
Durante o governo
do imperador Wudi, a dinastia Han passou pelo período mais próspero
e poderoso. Derrotou os hunos e mandou Zhang Qian ao Oeste, abrindo
um caminho que, partindo de Chang'an (atual Xi'an, Província de
Shaanxi) alcançava a costa oriental do Mediterrâneo, passando pela
Província de Xinjiang e a ásia Central, a chamada "Rota da Seda",
que possibilitava o transporte contínuo das belas sedas para o Ocidente.
No ano 33 a.C., a princesa Wang Zhaojun se casou com Huhanye, o
chefe dos hunos e assim o país pluriétnico se unificou cada vez
mais. A dinastia Han durou 426 anos e no ano 220 começou a época
dos Três Reinos (220-265) ou seja, Wei, Shu e Wu.
Durante o período
dos Três Reinos, os políticos Cao Cao, Zhuge Liang
e Sun Quan foram personagens famosas. Cao Cao, fundador do Reino
de Wei, empregou a política de aproveitar amplamente os talentos,
esconder tropas e abrir terras férteis para defender as zonas
de fronteira. Zhuge Liang foi Primeiro Ministro do Reino de Shu.
Sua nobre qualidade de não medir esforços para cumprir
com seu dever passou a seus sucessores como modelo de sabedoria
da antigüidade chinesa.
O fundador do Reino
de Wu, Sun Quan, derrotou Cao Cao em Chibi junto com Liu Bei. Logo
derrotou Liu Bei em Yiling, mandou funcionários para a agricultura
e impôs uma política de cultivo da terra, impulsionando
a exploração agrícola no Sul do Changjiang
(Rio Yangtzé. As façanhas destas três personagens
estão detalhadas no romance Crônica dos Três
Reinos.
Depois deste período,
da dinastia Jin (265-420), das dinastias do Sul e do Norte (420-589)
e da dinastia Sui (581-618), Li Yuan estabeleceu em 6l8 a dinastia
Tang (618-907). Seu filho Li Shimin, o Imperador Taizong, foi um
dos imperadores que tiveram mais êxito da história
chinesa. Ele tomou uma série de medidas conhecidas como "Política
de Zhenguan", impulsionando a prosperidade na época
feudal. Na época dos Tang se desenvolveu muito a agricultura,
o artesanato e o comércio. A tecelagem, a tinturaria, a produção
de cerâmica, a siderurgia e a construção naval
apresentaram novos progressos técnicos. As comunicações
aquáticas e terrestres tiveram grande desenvolvimento e se
estabeleceram amplos contatos econômicos e culturais com o
Japão, a Coréia, a Índia, a Pérsia e
os países árabes. Depois da dinastia Tang veio o período
das Cinco Dinastias e Dez Estados (907 a 960). Em 960 o General
Zhao Kuangyin, do Reino de Zhou Posterior, deu um golpe de Estado
e subiu ao trono, fundando a dinastia Song (960-1279). Em 1206,
Gengis Khan unificou as tribos mongóis e estabeleceu o kanato
mongol. Seu neto Kublai entrou no Sul, fundou a dinastia Yuan (1271-1368)
e elegeu Dadu, atual Beijing (Pequim), como sua capital. Durante
as dinastias Song e Yuan, a indústria e o comércio
interno e externo também se desenvolveram. Muitos comerciantes
e viajantes vieram à China e o veneziano Marco Polo realizou
extensa viagem pelo país. No relato de sua viagem, ele descreveu
de maneira viva e detalhada a prosperidade e o poder da China, bem
como seu florescimento industrial e comercial. A fabricação
de papel, a imprensa, a bússola e a pólvora, durante
as dinastias Song e Yuan, tiveram novos progressos e foram transmitidos
a outras regiões como contribuições importantes
para a civilização universal.
Em 1368, Zhu Yuanzhang
iniciou em Nanjing a dinastia Ming (1368 a 1644). Após a
morte, seu filho Zhu Di subiu ao trono e começou a construir
em Beijing, em grande escala, palácios e templos. Em 1421
transferiu a capital para Beijing. Durante a dinastia Ming, a produção
agrícola e o artesanato conseguiram notável desenvolvimento
e no final dos Ming apareceram sinais do capitalismo. Ao mesmo tempo,
os contatos amistosos com outros países asiáticos
e africanos tornaram-se cada vez mais freqüentes.
No final da dinastia
Ming, se fortaleceu o poder da etnia Manchu do Nordeste da China,
que, sob a direção de seu chefe Nuerhachi, empreendeu
expedições ao Sul e depois de três gerações,
em 1644, foi fundada a dinastia Qing (1644 a 1911). Kangxi e Qianlong
foram os imperadores mais célebres desta dinastia, cujo reinado
é chamado de "sociedade próspera de Kangxi-Qianlong".
Durante este período foi publicado o longo romance Sonho
das mansões vermelhas, no qual Cao Xueqin descreveu o processo
de mudança da prosperidade para a decadência de uma
família nobre feudal.
Filosofia
Taoismo na China
por Guilherme Korte
O Taoismo teve início
no século II. É uma das religiões indígenas, e sua ideologia deriva
de antigas tradições, incluindo Huang-Lao, uma tradição cultural
batizada depois de Hunag Di, O Imperador Amarelo, e Lao Tzu, e seguida
por seus fiéis durante a dinastia Han do oeste (206 a.C. - 24 d.C.).
Durante as dinastias Tang (618 - 907) e Song (960-1279), devido
ao apoio de seus imperadores, o Taoismo entrou em um período de
pleno desenvolvimento e se converteu em uma importante religião
na China, somente menor que o Budismo. Lao Tzu, o fundador da escola
de Taoismo, no começo da dinastia Qin, é venerado como seu fundador,
e a idéia do Caminho (Dao), que se preconiza no livro "O Caminho
da Energia", é a base da religião. Crendo que o Caminho é a origem
do universo e criador de todos os seres vivos. Os taoistas adoram
toda a vida no universo e todas as coisas criadas pela natureza.
Também crêem que o homem pode alcançar a imortalidade e converter-se
em um ser celeste mediante a prática da austeridade. No século 12,
o Taoismo dividiu-se em duas seitas: O taoismo Chuan-chen e o Taoismo
Cheng-I.
Os seguidores do
Taoismo Chuan-chen abandonam suas famílias e vivem em templos.
Tornam-se vegetarianos e praticam a austeridade tendo em vista a
imortalidade. Outros, seguidores do Taoismo Cheng-I, viveram perto
de suas famílias e não deixaram de comer carne e como
ideal, ajudavam outras pessoas a conseguir fortuna e evitar seus
males. De acordo com o Taoismo, os deuses atuam como administradores
e controlam cada coisa no Universo. Entre muitos deuses venerados
pelos taoistas, o Deus de Origem Primitiva, o Deus da Pedra Sagrada,
e o Deus do Caminho da Energia (Lao Tzu) são considerados
os deuses supremos. Muitos dos templos taoistas foram construídos
em montanhas donde, segundo a tradição, nasceram os
seres celestiais ou se transformaram em imortais, os antigos taoistas
que haviam praticado a austeridade física, mental e espiritual.
Atualmente existem mais de 1600 templos taoistas aonde vivem 25
mil sacerdotes.
A Organização
Taoista da China, estabelecida em 1957, em Beijing, é uma
organização nacional, com Ming Zhiting como presidente.
Para levar adiante e divulgar a cultura taoista, a associação
publicou dezenas de obras clássicas taoistas e compilou mais
de 30 livros sobre o Taoismo e uma série de livro sobre a
cultura taoista. Publica ainda uma revista bimestral, "O Taoismo
da China", distribuída no interior e enviada ao exterior.
A Academia Chinesa de Taoismo, fundada em 1990, oferece cursos aos
jovens interessados sobre as investigações e estudos
taoistas. Milhares de estudantes graduaram na academia desde seu
estabelecimento. Os taoistas chineses sempre mantêm estreitos
contatos com os taoistas em todas as partes do mundo. A Associação
Taoista da China, também é membro da União
de Proteção Religiosa e Ambiental.
Budismo na China
por Guilherme Korte
Uma comissão de
líderes religiosos chineses embarcou dia 21 de para os Estados Unidos
a fim de participar do Encontro Mundial dos Líderes Religiosos para
a Paz no milênio, a ser realizado na sede da ONU, em Nova York,
entre os dias 28 e 31 de agosto. Na China existem 56 grupos étnicos,
cada um com sua própria cultura e religião, mas entre todas as religiões,
o budismo é a que mais tem adeptos. é muito difícil avaliar o número
de praticantes do budismo na China, pois estão espalhados por todo
o pais, e não existe um ritual de iniciação com contagem de novos
adeptos. O budismo chinês tem pelo menos 40 mil monges e monjas
e mais de 5 mil templos e monastérios. O budismo tibetano é praticado
pela maioria das 7 milhões de pessoas das etnias Mongol, Tu, Naxi,
Pumi e Moinba, e com 120 mil monges em 3 mil templos e monastérios.
O budismo Pali é se professa principalmente pelos grupos étnicos
Dai, Bulang, Deang, Va e Acheng. Conta com mais de 8 mil monges
em mil templos.
A tradição
se iniciou durante o reinado do Imperador Ming da dinastia Han do
leste (25-220 d.C.) que encomendou a Cai Yin e mais 17 dirigentes
e intelectuais a irem a diversos países a oeste da China
em busca de informações sobre o Budismo. Encontram-se
com Kasyapamatanga e Dharmaranya, duas grandes expressões
do budismo na Índia, à época, convidando-os
para uma visita à capital Luoyang, da época. Os dois
líderes espirituais trouxeram em lombo de cavalos brancos,
imagens e sutras budistas. O Imperador Ming ordenou a construção
de uma residência para eles em Luoyang, transformando-se no
primeiro templo budista da China, o monastério Baima (Cavalo
Branco em chinês). Foram os primeiros 42 sutras do budismo
hindu traduzidos. Mais tarde, o budismo foi amplamente divulgado
na China durante os reinados Han do leste dos Imperadores Huan Di
e Ling Di (147 - 189 d.C.).
Quando Sakyamuni
fundou o budismo na antiga Índia, diferentes formas de pregação
se adaptaram aos diferentes públicos. Depois da morte de
Sakyamuni, seus seguidores estabeleceram várias seitas conforme
seus próprios entendimentos. Entre estas seitas, as de Mahayana
e Theravanda são as maiores. O budismo Theravanda prega a
superação da ilusão e a despreocupação
pela morte, de modo que o indivíduo possa converter-se em
um Avatara, um santo iluminado. O budismo Mahayana enfatiza a salvação
não só de si mesmo mas também de outros seres
vivos. Mahayana tem duas formas: tantrismo e a escola aberta, que
foi anteriormente dividida nas escolas Madhyamika e Yogacara. Durante
os anos entre as dinastias Han do Leste e Song, 130 estudiosos chineses
e estrangeiros traduziram escrituras budistas para o chinês.
De todos os tradutores na história do budismo chinês,
o monge Xuan Zang da dinastia Tang foi considerado o melhor. Viajou
quase 25 mil quilômetros em 17 anos, trazendo da Índia
520 escrituras budistas em sanscrito e dedicou 20 anos para sua
tradução ao chinês de 1335 textos em 75 capítulos
das escrituras do budismo Mahayana.
Os monastérios
e pagodes budistas encontram-se em todas as regiões da China,
e muitos dos quais são mundialmente famosos por sua arte
budista, e as construções budistas são consideradas
como jóias da antiga arte chinesa. A Associação
Budista da China, estabelecida em 1953, é uma organização
nacional, com 14 filiadas, e seu próprio jornal, o Fayin.
Islamismo na China
por Guilherme Korte
A introdução
do Islamismo na China, mostra freqüentes contatos entre a China
e os países árabes. Desde a dinastia Tang, (618 -
907)até a dinastia Song (960-1279), muitos comerciantes muçulmanos
de terras árabes e da Pérsia chegaram à China
por rotas marítimas e pelo caminha da seda.
Muitos comerciantes
se casaram com mulheres chinesas e se estabeleceram no território,
transformando-se nos primeiros muçulmanos chineses. A conquista
da ásia central e ocidental pelos mongóis no século 13, um grande
número de árabes, persas e turcos vieram e estabeleceram morada
no pais. A crença religiosa comum, criou uma nova nacionalidade
muçulmana, a nacionalidade Hui da China. Os muçulmanos Hui têm muito
em comum com outras nacionalidades chinesas. Posteriormente, os
grupos étnicos do noroeste , incluídos as nacionalidades Uygur,
Kazak, Ozbek, Tayik, Tatar, Kirguiz, Salar, Dongxiang e Bonan, se
converteram islâmicas.
Agora a China, tem
20 milhões de habitantes muçulmanos, a maioria dos
quais vivem nas regiões de Xinjiang, Ningxia, Gansu e Qinghai.
Estão também presentes em outras regiões do
pais. A vida dos muçulmanos na China, melhoraram muito desde
1949, suas liberdades religiosas são garantidas pela constituição
e outras leis. Em 1953, se estabeleceu a Associação
Islâmica da China, uma organização nacional
de muçulmanos. Esta organização ajuda o governo
a implantar a política de liberdade religiosa e popularizar
a cultura islâmica. A associação publica a revista
"Muçulmanos na China", e dirige 9 institutos teológicos
islâmicos.
Hoje a China possui
34.928 monastérios, 45.051 imãs (líderes religiosos)e
23.480 discípulos que estudam em institutos teológicos
islâmicos em diversas regiões do pais. Agora, com a
política de reforma e abertura, , com maior poder aquisitivo,
viajam em média 5 mil muçulmanos chineses por ano
à Mecca, cidade sagrada islâmica.
Catolicismo na China
por Guilherme Korte
A doutrina da igreja
católica foi trazida para a China pela primeira vez na dinastia
Yuan (1271 - 1368), mas não foi difundida, até a chegada
em 1582, do missionário italiano Mateo Ricci (1552-1610),
no décimo reinado da dinastia Ming (1368 - 1644) com o Imperador
Wanli. A data da chegada de Mateo Ricci é considerada a da
introdução do catolicismo. Antes da fundação
da República Popular da China, em 1949, o catolicismo era
controlado por missões religiosas de 10 países diferentes,
e os sacerdotes chineses não possuíam espaço
dentro da religião. As 137 paróquias do país,
na época com 3 milhões de católicos, somente
29 eram administradas por bispos chineses. Nos princípios
da década de 1950, um grande número de católicos
chineses perspicazes, examinaram a história do catolicismo
e iniciaram um movimento patriótico, promovendo a Igreja
Católica Chinesa e sua administração por católicos
chineses. Hoje está com 115 paróquias, 70 bispos,
1.100 sacerdotes, 1.200 freiras e mais de 4 milhões de fiéis.
A China estabeleceu
duas organizações católicas nacionais: A Associação
Patriótica Católica da China, fundada em 1957, em
Beijing, com o Bispo Fu Tieshan, atual presidente; e a Conferência
dos Bispos Católicos da China, fundada em 1980 em Beijing,
com o Bispo Liu Yuanren como presidente. Sob a administração
do Bispo Liu, a entidade possui um centro de investigação
teológica e cinco comitês responsáveis pela
educação, seminários teológicos, rituais,
departamento de relações com organizações
religiosas estrangeiras e serviços sociais. Na China existem
cinco mil igrejas católicas e 36 seminários com 1.900
estudantes. Desde 1981, mais de 900 sacerdotes foram consagrados.
Contam também com mais de mil noviços que já
fizeram a primeira comunhão.
A igreja católica
na China, possui uma editora que já imprimiu mais de 3 milhões
de exemplares da Bíblia e outros livros religiosos. A Conferência
dos Bispos Católicos e a Associação Patriótica
Católica publicam e distribuem a revista bimestral "A
Igreja Católica na China".
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