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A MesopotÂmia
Introdução
A Mesopotâmia é considerada o berço da civilização,
já que foi na Baixa Mesopotâmia onde surgiram as primeiras civilizações por volta do VI
milênio a.C. Seus fundadores, os sumérios, foram os primeiros a cultivar a astronomia. As primeiras cidades
foram o resultado culminante de uma sedentarização da população
e de uma revolução agrícola, que se originou durante a Revolução Neolítica.
O homem deixava de ser um coletor que dependia da caça e dos recursos naturais oferecidos, e uma nova forma
de domínio do ambiente é uma das causas possíveis da eclosão urbana na Mesopotâmia.
A partir do III milênio cidades como Lagash, Umma, Kish, Ur, Uruk, Gatium e a região do Elam se desenvolvem
e a atividade comercial entre eles se torna mais intensa. Os templos passam a gerir a economia e muitos zigurates são
construídos.
Parece justo reconhecê-los como os fundadores da astronomia, apesar
de terem sido também os criadores da astrologia. De fato, no início,
observavam astros por motivos místicos, com o objetivo de fundamentar
suas profecias.
Com o tempo, os primitivos,
que assim observavam os astros, pois acreditavam estar escrito neles
o seu destino, deixaram as suas pretensões místicas para se limitarem
a observar pela simples observação. Assim, passaram de astrólogos a
astrônomos. Tal mudança na análise dos fenômenos celestes ocorreu no
primeiro milênio antes de Cristo. Surgem, assim, as primeiras aplicações
de métodos matemáticos para exprimir as variações observadas nos movimentos
da Lua e dos planetas. A introdução da matemática na astronomia foi
o avanço fundamental na história da ciência na Mesopotâmia.
Autores: Fábio Costa Pedro e Olga M. A. Fonseca Coulon em
"História: Pré-História, Antiguidade e Feudalismo", 1989.
Ronaldo Mourão, em "O Livro de Ouro do Universo".
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