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O SOL
IntroduÇÃo
O Sol é a estrela central do nosso sistema solar. É a
fonte de calor e luz e sem o quel seria impossível a origem e a manutenção da vida em nosso
planeta. É um imenso globo gasoso com 109 vezes o diâmetro da Terra. Seu raio, de cerca de 696 mil
Km, é aproximadamente o dobro da distância da Terra à Lua - se fosse oco, poderiam caber
em seu interior mais de 1,3 milhões de Terras... - Sua massa - 1,898 x1030 Kg - é 333 mil vezes
a da Terra. A luz que emite, cerca de 600 mil vezes mais intensa que a Lua Cheia, leva aproximadamente 8 minutos
para atingir a superfície terrestre. Assim, qualquer fenômeno que acontece neste instante na atmosfera
do Sol só será registrado por um observador situado na Terra oito minutos depois da sua ocorrência.
Na realidade, o Sol é uma enorme esfera de gases muito
quentes, com temperaturas desde 6.000°C, na superfície, até alguns milhões de graus
na parte exterior da sua atmosfera. No interior, a temperatura deve atingir 20 milhões de graus Celsius. Atualmente,
sabe-se que em torno dele gravitam pelo menos oito planetas, quatro planetas
anões, milhões de asteróides, mais de uma centena de satélites natutais e
um grande número de cometas.
Qual a origem de toda a enorme energia irradiada pelo Sol? A Terra
só recebe uma fração mínima dessa energia, e tal porção é quase
50.000 vezes toda a energia consumida pela indústria humana. A cada segundo, o Sol emite tanta energia
e calor - sem contar as partículas do vento solar - quanto ao equivalente ao produzido pela combustão
de bilhões de toneladas de carvão. Esta comparação tem por finalidade afastar a hipótese
de uma reação química como explicação para a origem da energia solar. Mesmo
que imaginássemos a reação química mais energética possível, que é a
combinação do hidrogênio com o oxigênio, o Sol se acabaria em menos de 200 anos.
Em 1848, o físico alemão Robert Von Mayer (1818-1878)
propôs a hipótese de que o Sol deveria alimentar-se da energia cinética dos asteróides
ou meteoritos que caíssem em sua superfície: o aquecimento causado pelos choques contínuos
compensaria as perdas por irradiação. Contudo, uma tal chuva de matéria seria tão
intensa que acabaria por perturbar as órbitas dos planetas.
Em 1854, o astrofísico alemão H. von Helmholtz (1821-1894)
argumentou a hipótese da energia gravitacional produzida pelas próprias partículas solares
entre si ao se aproximares sob a ação da gravidade. Retomando essa idéia, Lord Kelvin calculou
que uma redução de 45m no diâmetro solar, por ano, seria suficiente para justificar a quantidade
de energia emitida. Porém, ao analizarmos essa idéia, chegamos à conclusão de que
seria necessário que o Sol, há 100 milhões de anos, teria que ter um diâmetro muito
superior ao que apresenta hoje, e, portanto, a sua irradiação seria muito maior que a atual, o
que parece incompatível com o equilíbio do meio físico terrestre existente há milhões
de anos.
A descoberta pelos físicos das reações nucleares,
que são milhares de vezes mais energéticas que as reações químicas, veio solucionar
o problema de origem da energia das estrelas, e, em particular, da do Sol.
No caso do Sol, um ciclo de reações no qual quatro
núcleos de hidrogênio - prótons - se transformam em um núcleo de hélio será suficiente
para explicar a origem da energia solar, tendo em vista que a transformação de 1 grama de hidrogênio
em hélio libera quase 300 MW/hora - energia suficiente para manter uma lâmpada acesa durante 3 milhões
de anos!
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